• Comparem-se com os melhores.
  • Roubem as melhores ideias (diferente de copiar).
  • Nunca entreguem um trabalho que acabaram de fazer. É preciso avaliá-lo com distância. Um trabalho pode parecer bastante diferente no dia seguinte.
  • Usem as fontes nas suas proporções originais.
  • Usem as imagens nas suas proporções naturais, com resolução suficiente, sem qualquer traço de pixelização ou compressão jpg.
  • Nas maquetes procurem conteúdo o mais realista possível, sem texto lorem ipsum ou imagens sem nexo.
  • Escrevam (e corrijam) português com claridade, elegância, com as palavras acertadas e sem erros de gramática ou ortográficos.
  • Nunca baixem a guarda quanto à possibilidade de erros, seja em texto ou imagens.
  • Desconfiem da cor dos vossos monitores.
  • Trabalhem sempre a pensar nas diferentes escalas onde os projectos vão viver (desenhem para além do tamanho do vosso ecrã)
  • Investiguem a origem das vossas imagens e fontes.
  • Pratiquem exercício físico com regularidade.

Organização e categorização dos trabalhos
[desatualizado há mais de 10 anos, isto vem de uma era pré redes sociais]

  • Um portfólio deve funcionar como um motivo de orgulho. Mais vale pouco e bom — o melhor — do que tudo e mediano. Facilita a execução do site.
  • A sequência dos trabalhos deve espelhar o tipo de trabalho que desejam fazer. O modo como apresentam o trabalho e a ordem com que apresentam diz muito acerca das vossas pretensões, desejos e capacidades.
  • Os trabalhos podem ser apresentados por áreas de trabalhos (imagem gráfica, sinalética, packaging web design, motion design, etc.), por clientes ou por trabalhos não categorizados (uma boa seleção de imagem pode ser autoexplicativa e tremendamente eficaz). O menu não deve espelhar os disciplinas da escola, se for o caso disso, deve preferencialmente apresentar o(s) produto(s) final(ais) de um trabalho que regra geral envolve o domínio e o entrosamento de várias disciplinas (o design é uma espécie de meta-disciplina). Claro que podem desejar apresentarem-se como técnico e então o vosso objectivo pode ser um portfólio por áreas de domínio técnico (em programas Adobe, ou linguagens de programação, por exemplo).
  • Regra geral a interface dos portfólios é simples e despojada para não entrar em conflito visual com os conteúdos do portfólio.
  • E porque não melhorar trabalhos já concluídos.
  • O principal do portfólio são as imagens:
    Estratégias e exemplos (a completar):
  • Se o trabalho têm um fim físico, se é impresso, deve ser fotografado, ou pelo menos deve ser bem simulado e parecer real.


Tópicos:

  • Texto de apresentação informal e directa no contexto dos freelancers de um modo sucinto na página de abertura ou numa secção tipo “sobre” ou “about”.
  • Tipos de menus: menu (“palavras-botão”) ou miniaturas (thumbnails: unhas do polegar).
  • Questões de escala.
  • Como apresentar diferentes tipo de trabalhos:
    — Uso de fotografia,
    — Vários planos do mesmo trabalho (geral, pormenor),
    — Os habituais efeitos de blur e campo de foco,
    — A escala e o elemento humano,
    — O botão miniatura (questões de escala e legibilidade).

[Em desenvolvimento]

O mais honesto que se pode fazer é calcular o tempo que se demora a fazer o trabalho, o esforço que exige e pensar no dinheiro que necessitas depois de calculados os encargos de trabalho, os impostos, a manutenção de equipamento, etc. Depende também do cliente. Um amigo diz com um misto de ironia e seriedade algo como, “a questão resume-se a: quanto é que o cliente pode pagar?” Os valores podem ir de quantias bastante baixas a valores muito confortáveis. É bastante relativo mas como regra nunca se trabalha de graça nem que seja simbólico, um simbólico que dê para pagar a conta da água e da electricidade, renda da casa, etc.

Um trabalho envolve diversos aspectos, todos entrelaçados em maior ou menor grau:

  • o que o cliente pode pagar.
  • o grau de responsabilidade do trabalho.
  • o trabalho que dá em horas.
  • o esforço de concentração envolvido, a paciência que te exige, [novas ideias ou chapa 5?]
  • as reuniões que tens de fazer [incluindo deslocações: se tiveres oito reuniões  com deslocações de carro envolvidas…/ uma simples reunião pode querer dizer uma tarde que não trabalhas]
  • se o trabalho é para fazer aos pedaços e se se faz tudo de uma vez.
  • se o cliente é despachado ou se vai andar constantemente a mudar de opiniões ou a atrasar-se a dar respostas ou a dar os conteúdos — isto é muito importante.
  • a rapidez com que paga o trabalho uma vez realizado.
  • a competência das pessoas com quem estás envolvido a trabalhar.
  • as tuas despesas habituais quando trabalhas (rendas, computador, consumíveis de escritório)
  • Se o trabalho é intermediado por outra pessoa, ou seja, se vão estar em contacto directo com a pessoa que toma a decisão final.
  • Tem de se ter em conta que regra geral os trabalhos demoram sempre mais do que se quer imaginar.
  • Que um trabalho está normalmente repleto de pequenos emprevistos, e que um cliente não está a pagar uma peça mas uma disponibilidade de tempo prevista para executar um trabalho.

Se as contas forem feitas com precisão pode-se argumentar com mais confiança e convicção o porquê do orçamento. Não ter vergonha de apresentar os preços que são. (coisa que acontece a muita gente que se inicia)

Cada um tem as suas despesas de produção e conhece o seu ritmo, os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. uma empresa cobrará outros preços mas esses não os conheço bem e por norma variam bastante.

Site de apoio a aulas (IPCA) e workshops lecionados por Manuel Granja — mgmonteiro@ipca.pt